O poço sem fundo
O que além das questões e da dúvida para nos levar adiante?
Quem sou eu?
O que quero ser quando crescer?
Existe vida em outro planeta?
Existe alma?
E, antes do nada, existia algo ou apenas o nada?
O que é o nada?
E, quando morrermos, voltamos ao nada?
Mas que nada?
O que legitima o poder?
A perspectiva muda a realidade?
O meio faz o indivíduo?
Vivemos em um jogo?
Por que apertamos o controle remoto com mais força
quando as pilhas estão fracas?
Qual dos braços da poltrona do cinema é o seu?
Por que a maioria das mães insiste no “porque sim!”?
Elvis não morreu? E Michael Jackson?
Tomar banho nos deixa mais limpos ou mais aliviados?
Quantos de nós já deixaram este planeta?
O que de fato acontece no Triângulo das Bermudas?
E quem explica Stonehenge?
E as pirâmides no Egito?
Alguém explica as Linhas de Nazca? Roswell? Área 51?
Há alguma verdade que possa realmente ser dita?
Há alguma espécie de calmante em nossa água?
Quanto da nossa realidade é manipulada?
O quanto podemos realmente saber?
O quanto devemos realmente saber?
E para que saber?
Se ignoro, não existe?
Se não existe para mim, posso me fingir de morto?
O que esperar do futuro?
Se não for agora, quando?
Que imagem eu passo aos outros?
Quem eu gostaria de ser?
O que falta para ser essa pessoa?
Aquilo em que acredito me define?
Há amor sem medo?
Neste poço sem fundo de questões, já ouvi que se basear em perguntas demais pode enlouquecer — e também pode tirar qualquer pessoa do seu caminho, mesmo que muitas vezes nem saibamos que caminho seguimos ou se apenas nos deixamos levar.
E, fora as perguntas que joguei neste texto apenas por galhofa e abuso, questiono-me se nascer, viver e morrer sem ter ao menos a noção de como responder a algumas dessas questões não seria pior.
Essa espécie de cegueira não é muito mais inquietante?
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Café entre Escombros - 65 textos entre crônicas e contos, explorando tempo, memória, solidão e recomeços, lançado em 2025 pela IS Editora.
Flores Marginais em um Jardim Sujo – 88 crônicas sobre as nuances do lockdown na pandemia. ✨ Selecionado ao Prêmio Jabuti 2022.
Pelos Velhos Vales que Vago – Coletânea de poesias lançada pela Chiado Editora.






Oi Fábio !
O título foi o que mais me chamou a atenção.
Na mesma hora lembrei da minha mãe dizendo que eu era um "poço sem fundo", porque, quando criança, vivia com fome. 😂
E, entre todas as perguntas, fiquei com esta:
"O que esperar do futuro?"
Talvez a resposta seja: mudança. E, um dia, a última delas.